{"id":850,"date":"2025-10-29T09:33:28","date_gmt":"2025-10-29T12:33:28","guid":{"rendered":"https:\/\/solidaritas.blog\/?p=850"},"modified":"2025-11-09T13:54:43","modified_gmt":"2025-11-09T16:54:43","slug":"mortalidade-dados-e-urgencia-politica-poprua-no-centro-do-debate-na-fiocruz-brasilia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/solidaritas.blog\/en\/mortalidade-dados-e-urgencia-politica-poprua-no-centro-do-debate-na-fiocruz-brasilia\/","title":{"rendered":"Mortality, data and political urgency: PopRua at the centre of the debate at Fiocruz Bras\u00edlia"},"content":{"rendered":"<div>\n<div class=\"wp-block-media-text is-stacked-on-mobile is-vertically-aligned-center has-base-3-color has-contrast-3-background-color has-text-color has-background has-link-color wp-elements-7707dfb6ff489f14aa8a6e691dd8842d\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"819\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/solidaritas.blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/BANNER-DIA-1-TARDE-SEMINARIO-POPRUA-DF-1-819x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-854 size-full\" srcset=\"https:\/\/solidaritas.blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/BANNER-DIA-1-TARDE-SEMINARIO-POPRUA-DF-1-819x1024.png 819w, https:\/\/solidaritas.blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/BANNER-DIA-1-TARDE-SEMINARIO-POPRUA-DF-1-240x300.png 240w, https:\/\/solidaritas.blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/BANNER-DIA-1-TARDE-SEMINARIO-POPRUA-DF-1-768x960.png 768w, https:\/\/solidaritas.blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/BANNER-DIA-1-TARDE-SEMINARIO-POPRUA-DF-1-10x12.png 10w, https:\/\/solidaritas.blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/BANNER-DIA-1-TARDE-SEMINARIO-POPRUA-DF-1.png 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 819px) 100vw, 819px\"\/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p class=\"has-medium-font-size\">Foram dois dias intensos na Fiocruz Bras&iacute;lia (22 e 23 de outubro). Debates, experi&ecirc;ncias e vozes que mostraram por que cuidar &eacute; reconhecer. Aqui, voc&ecirc; acompanha uma s&eacute;rie de mat&eacute;rias exclusivas sobre o Semin&aacute;rio Internacional <em>Pessoas em situa&ccedil;&atilde;o de rua: cuidado integral e direitos j&aacute;<\/em><\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p>Uma das principais mesas do <em>Semin&aacute;rio Internacional sobre Popula&ccedil;&atilde;o em Situa&ccedil;&atilde;o de Rua: Cuidado Integral e Direitos J&aacute;<\/em>, na Fiocruz Bras&iacute;lia, reuniu quatro exposi&ccedil;&otilde;es. A partir de perspectivas distintas, elas convergiram na defesa da produ&ccedil;&atilde;o qualificada de informa&ccedil;&otilde;es, da garantia intersetorial de direitos e da necessidade de participa&ccedil;&atilde;o ativa dos movimentos sociais. Com o tema<em> N&atilde;o somos invis&iacute;veis: informa&ccedil;&otilde;es para as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas<\/em>, Aldaiza Sposati, Marco Natalino, Rinaldo Artes e Fl&aacute;vio Lino apresentaram insumos anal&iacute;ticos que revelam dimens&otilde;es estruturais do tema e a urg&ecirc;ncia de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas integradas.<\/p>\n\n\n\n<p>Aldaiza Sposati, professora titular s&ecirc;nior da PUC-SP e autora da Lei Municipal paulistana de 1997 sobre Direitos da Popula&ccedil;&atilde;o em Situa&ccedil;&atilde;o de Rua, abriu o debate questionando a pr&oacute;pria formula&ccedil;&atilde;o &ldquo;situa&ccedil;&atilde;o de rua&rdquo;. Recordou que a express&atilde;o surgiu com a inten&ccedil;&atilde;o de reduzir estigmas e superar no&ccedil;&otilde;es tipificadoras como &ldquo;morador de rua&rdquo;, mas advertiu que hoje pode esconder o cerne da pauta: direitos. Segundo ela, o termo desloca a aten&ccedil;&atilde;o dos sujeitos e da cidadania para uma condi&ccedil;&atilde;o circunstancial que, se naturalizada, corre o risco de se tornar permanente. &ldquo;O direito deve vir antes do d&eacute;bito&rdquo;, sintetizou, sugerindo que o acesso aos servi&ccedil;os n&atilde;o pode ser condicionado &agrave; comprova&ccedil;&atilde;o constante de car&ecirc;ncias.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote has-medium-font-size\"><blockquote><p>O termo &lsquo;situa&ccedil;&atilde;o de rua&rsquo; desloca a aten&ccedil;&atilde;o dos sujeitos e da cidadania para uma condi&ccedil;&atilde;o circunstancial que, se naturalizada, corre o risco de se tornar permanente<\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>Sposati tamb&eacute;m criticou o uso indiscriminado das categorias &ldquo;usu&aacute;rio&rdquo; e &ldquo;segmento&rdquo; no sistema de assist&ecirc;ncia social. Para ela, tais denomina&ccedil;&otilde;es refor&ccedil;am distanciamentos simb&oacute;licos e dificultam a constru&ccedil;&atilde;o de v&iacute;nculos. Defendeu, por outro lado, a centralidade da rela&ccedil;&atilde;o como eixo organizador da aten&ccedil;&atilde;o, especialmente em territ&oacute;rios onde as pol&iacute;ticas deveriam dialogar entre si. O cen&aacute;rio atual, observou, revela justamente o oposto: abrigos, rep&uacute;blicas e demais servi&ccedil;os funcionam isoladamente, sem integra&ccedil;&atilde;o efetiva com sa&uacute;de, assist&ecirc;ncia e educa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n\n\n\n<p>Sua leitura evidencia que, embora a pol&iacute;tica nacional tenha avan&ccedil;ado em instrumentos institucionais, ainda prevalece configura&ccedil;&atilde;o marcada pela fragmenta&ccedil;&atilde;o e pela aus&ecirc;ncia de padr&otilde;es m&iacute;nimos de atendimento. Um dos efeitos dessa descoordena&ccedil;&atilde;o &eacute; a persistente invisibilidade administrativa. Isso ocorre porque os sistemas de informa&ccedil;&atilde;o partem da no&ccedil;&atilde;o de domic&iacute;lio fixo, crit&eacute;rio que exclui justamente quem n&atilde;o disp&otilde;e de moradia. Como consequ&ecirc;ncia, decis&otilde;es baseadas em dados tendem a ignorar um contingente expressivo da popula&ccedil;&atilde;o. O resultado &eacute; um paradoxo: alt&iacute;ssima visibilidade social nas ruas, baixa visibilidade nos registros formais.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Semin&aacute;rio Internacional Pessoas em Situa&ccedil;&atilde;o de Rua: cuidado integral e direitos j&aacute;! (22\/10) - Tarde\" width=\"1200\" height=\"675\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/aRfSg8xZmyA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>A partir de dados recentes do <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Cadastro &Uacute;nico&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;O Cadastro &Uacute;nico&nbsp;&eacute; a principal ferramenta do Governo Federal para identificar as fam&iacute;lias brasileiras de baixa renda e saber suas condi&ccedil;&otilde;es de vida. Ele d&aacute; visibilidade &agrave;s fam&iacute;lias e permite o seu acesso aos programas e benef&iacute;cios sociais.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\"  href=\"https:\/\/solidaritas.blog\/en\/glossary\/cadastro-unico\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>Cadastro &Uacute;nico<\/a>, Sposati citou mais de 337 mil pessoas registradas, sendo 42% no estado de S&atilde;o Paulo. Contudo, essa inclus&atilde;o n&atilde;o assegura cobertura uniforme de benef&iacute;cios: a ades&atilde;o ao Bolsa Fam&iacute;lia varia entre aproximadamente 68% e pouco mais de 80%. Al&eacute;m das desigualdades territoriais, a pesquisadora chamou aten&ccedil;&atilde;o para discrep&acirc;ncias na infraestrutura e no n&uacute;mero de profissionais por servi&ccedil;o, refor&ccedil;ando que a aus&ecirc;ncia de par&acirc;metros nacionais dificulta a garantia de direitos.<\/p>\n\n\n\n<p>Na sequ&ecirc;ncia, Marco Natalino, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econ&ocirc;mica Aplicada (IPEA) apresentou resultados iniciais de um estudo que integra bases administrativas de registros de &oacute;bito e <a class=\"glossaryLink\"  aria-describedby=\"tt\"  data-cmtooltip=\"&lt;div class=glossaryItemTitle&gt;Cadastro &Uacute;nico&lt;\/div&gt;&lt;div class=glossaryItemBody&gt;&amp;lt;!-- wp:paragraph --&amp;gt;O Cadastro &Uacute;nico&nbsp;&eacute; a principal ferramenta do Governo Federal para identificar as fam&iacute;lias brasileiras de baixa renda e saber suas condi&ccedil;&otilde;es de vida. Ele d&aacute; visibilidade &agrave;s fam&iacute;lias e permite o seu acesso aos programas e benef&iacute;cios sociais.&amp;lt;br\/&amp;gt;&amp;lt;!-- \/wp:paragraph --&amp;gt;&lt;\/div&gt;\"  href=\"https:\/\/solidaritas.blog\/en\/glossary\/cadastro-unico\/\"  data-gt-translate-attributes='[{\"attribute\":\"data-cmtooltip\", \"format\":\"html\"}]'  tabindex='0' role='link'>Cadastro &Uacute;nico<\/a>, conduzido em parceria com equipes do Ipea, centros acad&ecirc;micos estrangeiros e ag&ecirc;ncias internacionais. Seu objetivo foi comparar taxas de mortalidade da popula&ccedil;&atilde;o em situa&ccedil;&atilde;o de rua com as da popula&ccedil;&atilde;o geral e da popula&ccedil;&atilde;o de baixa renda, controlando as vari&aacute;veis por idade e sexo. Segundo o pesquisador, a composi&ccedil;&atilde;o demogr&aacute;fica dessa popula&ccedil;&atilde;o &mdash; majoritariamente masculina e concentrada em idades adultas &mdash; torna imprescind&iacute;vel o uso de taxas padronizadas para garantir compara&ccedil;&otilde;es v&aacute;lidas.<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado &eacute; contundente: uma pessoa em situa&ccedil;&atilde;o de rua apresentou probabilidade de morte 348% maior do que a popula&ccedil;&atilde;o em geral em 2024. Mesmo quando comparada apenas &agrave; popula&ccedil;&atilde;o de baixa renda, ainda exibiu probabilidade 223% maior. O estudo estimou que, das mais de 6 mil pessoas em situa&ccedil;&atilde;o de rua que vieram a &oacute;bito em 2024, ao menos 4.664 representam mortes em excesso &mdash; ou seja, n&atilde;o ocorreriam caso tivessem o mesmo padr&atilde;o de mortalidade m&eacute;dio da popula&ccedil;&atilde;o. Natalino frisou que esses dados est&atilde;o subestimados, pois h&aacute; subnotifica&ccedil;&atilde;o e aus&ecirc;ncia de registro em cart&oacute;rio para parte significativa dessa popula&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote has-medium-font-size\"><blockquote><p>Uma pessoa em situa&ccedil;&atilde;o de rua apresentou probabilidade de morte 348% maior do que a popula&ccedil;&atilde;o em geral em 2024<\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>Ele acrescentou que os &oacute;bitos femininos t&ecirc;m menor volume absoluto, mas apresentam raz&atilde;o de mortalidade ainda maior, quando comparados &agrave;s mulheres domiciliadas, indicando vulnerabilidades espec&iacute;ficas. O pesquisador apontou limita&ccedil;&otilde;es do estudo, como sub-representa&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as, adolescentes e pessoas em conflito com a lei, mas ressaltou que mesmo recortes conservadores mant&ecirc;m os achados. Os pr&oacute;ximos passos envolvem aprofundar an&aacute;lises por causa de &oacute;bito e integrar dados do sistema oficial de mortalidade, com foco especial em causas externas e homic&iacute;dios.<\/p>\n\n\n\n<p>O terceiro palestrante, Rinaldo Artes, Doutor em Estat&iacute;stica pelo IME\/USP e filiado ao INSPER, abordou o uso dos dados administrativos produzidos em S&atilde;o Paulo para compreender a din&acirc;mica de circula&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o em situa&ccedil;&atilde;o de rua na rede de acolhimento. Trabalhando com tr&ecirc;s sistemas (Cad&Uacute;nico, SISA\/acolhimento e SISRU\/abordagem), sua equipe acompanhou coortes de pessoas ao longo de 10 anos. Um padr&atilde;o se repetiu: h&aacute; queda acentuada de perman&ecirc;ncia nos primeiros meses, seguida de estabiliza&ccedil;&atilde;o em torno de 10% a 15% ap&oacute;s dois anos. O comportamento &eacute; semelhante entre coortes, inclusive durante a pandemia.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Artes, esse padr&atilde;o abre perguntas, n&atilde;o respostas definitivas. A queda pode indicar sa&iacute;da da rua, migra&ccedil;&atilde;o, uso alternado de abrigos, mudan&ccedil;a de munic&iacute;pio ou mera interrup&ccedil;&atilde;o do uso dos servi&ccedil;os. Uma an&aacute;lise por faixa et&aacute;ria mostrou que pessoas mais velhas permanecem por mais tempo; j&aacute; jovens utilizam de forma mais curta ou espor&aacute;dica.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra an&aacute;lise mostrou que 12% das pessoas utilizaram o servi&ccedil;o por at&eacute; 10 dias em dois anos, enquanto outra parcela apresentou uso muito intenso, superior a 600 dias. Essa heterogeneidade indica perfis distintos e necessidades diferenciadas, demandando pol&iacute;ticas espec&iacute;ficas. O pesquisador chamou aten&ccedil;&atilde;o ainda para o fen&ocirc;meno das &ldquo;sa&iacute;das qualificadas&rdquo; &mdash; quando a pessoa deixa o servi&ccedil;o por conquista de moradia, emprego ou retorno familiar. Mesmo nesses casos, cerca de 40% retornaram &agrave; rede em algum momento, sugerindo que n&atilde;o basta assegurar sa&iacute;da; &eacute; necess&aacute;rio garantir sustento e prote&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua. Por fim, destacou que Cad&Uacute;nico, SISA e SISRU n&atilde;o descrevem a mesma popula&ccedil;&atilde;o, o que exige cautela anal&iacute;tica.<\/p>\n\n\n\n<p>Encerrando a mesa, Fl&aacute;vio Lino, do Movimento Nacional da Popula&ccedil;&atilde;o em Situa&ccedil;&atilde;o de Rua, apresentou panorama internacional da tem&aacute;tica, com base em levantamento realizado em 2023&ndash;2024 sobre pa&iacute;ses do BRICS ampliado. Segundo ele, os pa&iacute;ses somam mais de 6,2 milh&otilde;es de pessoas em situa&ccedil;&atilde;o de rua. Frente &agrave; aus&ecirc;ncia de metas globais vinculantes, o resultado &eacute; crescimento cont&iacute;nuo da PopRua em todos os contextos analisados. Lino destacou que nenhum dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (ODS) menciona explicitamente essa popula&ccedil;&atilde;o, o que colabora para sua marginaliza&ccedil;&atilde;o. Defendeu, portanto, a cria&ccedil;&atilde;o de indicadores e metas espec&iacute;ficos, enfatizando que muitas pessoas necessitam apenas de moradia para alcan&ccedil;ar autonomia, enquanto outras precisam de acompanhamento psicossocial.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-pullquote has-medium-font-size\"><blockquote><p>Nenhum dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (ODS) da Agenda 2030 menciona explicitamente a popula&ccedil;&atilde;o em situa&ccedil;&atilde;o de rua<\/p><\/blockquote><\/figure>\n\n\n\n<p>Lino sugeriu que a mesa produzisse uma carta de compromissos, encaminhada a agendas estrat&eacute;gicas como a COP30, visando institucionalizar recomenda&ccedil;&otilde;es, intensificar a coopera&ccedil;&atilde;o entre sociedade civil, &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos e organismos internacionais, e pressionar por um ODS dedicado ao tema.<\/p>\n\n\n\n<p>As quatro falas convergiram em um diagn&oacute;stico comum: sem dados integrados, sem padr&atilde;o de atendimento e sem diretrizes de prote&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua, a viola&ccedil;&atilde;o de direitos se perpetua. Os expositores desta mesa refor&ccedil;aram a necessidade de reposicionar a popula&ccedil;&atilde;o em situa&ccedil;&atilde;o de rua no centro da formula&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, reconhecendo sua diversidade, suas trajet&oacute;rias e sua cidadania.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\">\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Leia tamb&eacute;m <\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Cobertura do dia 22 de outubro de 2025<\/h3>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/solidaritas.blog\/pt_br\/das-calcadas-as-politicas-de-estado-vozes-e-caminhos-por-um-cuidado-integral-a-populacao-em-situacao-de-rua-i\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"\">Mesa de Abertura<\/a><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Mesa redonda internacional<\/strong>: <a href=\"https:\/\/solidaritas.blog\/pt_br\/seminario-cuidado-direitos-e-dignidade-caminhos-para-enfrentar-a-exclusao-nas-ruas\/\" title=\"\">Que mundo &eacute; esse? Realidades e possibilidades de transforma&ccedil;&atilde;o para prote&ccedil;&atilde;o social da popula&ccedil;&atilde;o em situa&ccedil;&atilde;o de rua<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Painel I <\/strong>: <strong>N&atilde;o somos invis&iacute;veis: informa&ccedil;&otilde;es para as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Painel II<\/strong> : <a href=\"https:\/\/solidaritas.blog\/pt_br\/mulheres-em-situacao-de-rua-cuidado-integral-maternidade-e-protecao-social\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"\">Mulheres em situa&ccedil;&atilde;o de rua: cuidado integral, maternidade e prote&ccedil;&atilde;o social na perspectiva da equidade de g&ecirc;nero e ra&ccedil;a<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Trilhas convida<\/strong>: <a href=\"https:\/\/solidaritas.blog\/pt_br\/pe-julio-lancellotti-politicas-publicas-mantem-pobreza-e-sacrificam-populacao-de-rua\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"\">Pe. J&uacute;lio Lancellotti<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><s><strong>Painel III<\/strong>: O direito &agrave; prote&ccedil;&atilde;o social e ao cuidado em sa&uacute;de no Brasil.<\/s><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Cobertura do dia 23 de outubro de 2025<\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Painel IV<\/strong> : <a href=\"https:\/\/solidaritas.blog\/pt_br\/morar-na-rua-nao-e-escolha-desafios-e-avancos-no-cuidado-a-populacao-em-situacao-de-rua\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"\">Experi&ecirc;ncias de cuidado I<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Painel V<\/strong>: <a href=\"https:\/\/solidaritas.blog\/pt_br\/moradia-cuidado-e-rede-estrategias-que-estao-mudando-o-enfrentamento-a-exclusao-social\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"\">Experi&ecirc;ncias de cuidado II<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Painel VI<\/strong>: <a href=\"https:\/\/solidaritas.blog\/pt_br\/justica-em-alerta-brasil-falha-em-garantir-direitos-basicos-a-populacao-em-situacao-de-rua\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"\">O papel da justi&ccedil;a na atua&ccedil;&atilde;o sobre a popula&ccedil;&atilde;o em situa&ccedil;&atilde;o de rua<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Mesa-redonda<\/strong>: <a href=\"https:\/\/solidaritas.blog\/pt_br\/desafios-estruturais-e-urgencias-do-plano-ruas-visiveis-vozes-da-rua-tensionam-politicas-publicas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"\">Desafios e pot&ecirc;ncias do plano <em>Ruas Vis&iacute;veis<\/em> como estrat&eacute;gia de pol&iacute;tica p&uacute;blica &ndash; CIAMP\/RUA nacional<\/a><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\">\n\n\n\n<p>Legenda da foto: Da esquerda para a direita, Aldaiza Sposati, Marco Natalino, Fl&aacute;vio Lino e Carla Bronzo, Funda&ccedil;&atilde;o Jo&atilde;o Pinheiro (mediadora)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Scientists, managers and movements present critical data and demand urgent policies for the homeless population at the International Seminar.<\/p>","protected":false},"author":2,"featured_media":855,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"footnotes":""},"categories":[41],"tags":[],"class_list":["post-850","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","generate-columns","tablet-grid-50","mobile-grid-100","grid-parent","grid-33"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/solidaritas.blog\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/850","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/solidaritas.blog\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/solidaritas.blog\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/solidaritas.blog\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/solidaritas.blog\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=850"}],"version-history":[{"count":13,"href":"https:\/\/solidaritas.blog\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/850\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":984,"href":"https:\/\/solidaritas.blog\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/850\/revisions\/984"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/solidaritas.blog\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/855"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/solidaritas.blog\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=850"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/solidaritas.blog\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=850"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/solidaritas.blog\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=850"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}