{"id":1160,"date":"2026-01-23T11:06:34","date_gmt":"2026-01-23T14:06:34","guid":{"rendered":"https:\/\/solidaritas.blog\/?p=1160"},"modified":"2026-01-28T23:34:14","modified_gmt":"2026-01-29T02:34:14","slug":"brasilia-sedia-seminario-para-fortalecer-o-cuidado-a-populacao-em-situacao-de-rua-no-sus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/solidaritas.blog\/pt_br\/brasilia-sedia-seminario-para-fortalecer-o-cuidado-a-populacao-em-situacao-de-rua-no-sus\/","title":{"rendered":"Semin\u00e1rio discute o cuidado \u00e0 popula\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de rua no SUS"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n\n\n\n<p>Em um movimento estrat&eacute;gico para consolidar a equidade na Aten&ccedil;&atilde;o Prim&aacute;ria &agrave; Sa&uacute;de (APS), o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, em parceria com a Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana da Sa&uacute;de (OPAS), realizou na quarta-feira (21\/1), em Bras&iacute;lia, o <strong>Semin&aacute;rio de Boas Pr&aacute;ticas de Equidade na APS &ndash; Equipes de Consult&oacute;rio na Rua<\/strong>. O evento reuniu gestores federais, estaduais e municipais, al&eacute;m de trabalhadores da ponta, para discutir novos indicadores de qualidade, financiamento e a implementa&ccedil;&atilde;o do plano intersetorial &ldquo;Ruas Vis&iacute;veis&rdquo;,,.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A Sa&uacute;de como porta de entrada para a cidadania<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A mesa de abertura do evento destacou o papel vital das equipes de Consult&oacute;rio na Rua (eCR) n&atilde;o apenas como prestadoras de servi&ccedil;os m&eacute;dicos, mas como agentes de transforma&ccedil;&atilde;o social. Segundo o secret&aacute;rio adjunto de Aten&ccedil;&atilde;o Prim&aacute;ria &agrave; Sa&uacute;de, Ilano Barreto, o papel dessas equipes vai al&eacute;m da assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica. &ldquo;Muitas vezes, os consult&oacute;rios na rua s&atilde;o quase que um farol para que a pessoa sinta e perceba que &eacute; um cidad&atilde;o e uma cidad&atilde;&rdquo;, afirmou Barreto.<\/p>\n\n\n\n<p>Lilian Gon&ccedil;alves, coordenadora geral de Acesso e Equidade na APS, refor&ccedil;ou que o fortalecimento dessas pol&iacute;ticas &eacute; um compromisso com os direitos humanos e a justi&ccedil;a social. Ela destacou a import&acirc;ncia da articula&ccedil;&atilde;o tripartite (Uni&atilde;o, Estados e Munic&iacute;pios) para que a equidade deixe de ser um conceito te&oacute;rico e se torne pr&aacute;tica cotidiana. &ldquo;S&oacute; com uma articula&ccedil;&atilde;o tripartite &eacute; que a gente consegue a implementa&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas no &acirc;mbito do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de&rdquo;, defendeu Gon&ccedil;alves.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Novos indicadores e modelo de financiamento<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Um dos pontos centrais do semin&aacute;rio foi a apresenta&ccedil;&atilde;o do novo escopo de indicadores que passar&aacute; a induzir as boas pr&aacute;ticas nas eCR. Jos&eacute; Eudes Barroso, diretor de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia, explicou que o Minist&eacute;rio busca migrar de um modelo focado apenas na quantidade de cadastros para um componente de qualidade. &ldquo;N&atilde;o queremos fazer a discuss&atilde;o do resultado do n&uacute;mero, mas que isso seja consequ&ecirc;ncia da organiza&ccedil;&atilde;o das nossas pr&aacute;ticas de cuidado&rdquo;, pontuou Barroso.<\/p>\n\n\n\n<p>Os indicadores apresentados focam em quatro eixos principais:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Acesso:<\/strong> Monitoramento de atendimentos individuais, odontol&oacute;gicos e coletivos,.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Sa&uacute;de na Gesta&ccedil;&atilde;o:<\/strong> Acompanhamento pr&eacute;-natal, incluindo testes r&aacute;pidos para s&iacute;filis, HIV e hepatites, al&eacute;m de sa&uacute;de bucal.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Rastreio de ISTs:<\/strong> Realiza&ccedil;&atilde;o anual de exames para HIV, s&iacute;filis e hepatites B e C.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Controle da Tuberculose:<\/strong> Foco em consultas regulares, exames de baciloscopia e radiografias de t&oacute;rax.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>O novo modelo de financiamento prev&ecirc; um per&iacute;odo de adapta&ccedil;&atilde;o em 2026, onde todas as equipes receber&atilde;o o componente de qualidade como &ldquo;bom&rdquo;, com a avalia&ccedil;&atilde;o efetiva para pagamento por desempenho iniciando-se em janeiro de 2027,.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Integra&ccedil;&atilde;o e tecnologia: O papel do SIAPS e e-SUS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A diretora Audrey Fischer apresentou as atualiza&ccedil;&otilde;es do sistema <strong>SIAPS<\/strong> e do <strong>e-SUS APS<\/strong>, ferramentas essenciais para que os gestores consigam identificar gargalos e realizar a busca ativa de pacientes. Fischer ressaltou a import&acirc;ncia da qualidade do registro. &ldquo;O registro em sa&uacute;de &eacute; uma boa pr&aacute;tica por si s&oacute;&rdquo;, destacou a diretora, alertando para a necessidade de manter sistemas atualizados e realizar backups regulares para evitar a perda de hist&oacute;ricos cl&iacute;nicos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Plano Ruas Vis&iacute;veis e infraestrutura<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A intersetorialidade foi representada pela parceria com o Minist&eacute;rio dos Direitos Humanos e da Cidadania atrav&eacute;s do plano <strong>&ldquo;Ruas Vis&iacute;veis&rdquo;<\/strong>,. Cleiton Luiz Rosa, coordenador do Minist&eacute;rio dos Direitos Humanos, lembrou que o fen&ocirc;meno da popula&ccedil;&atilde;o de rua &eacute; heterog&ecirc;neo e exige respostas que v&atilde;o al&eacute;m da sa&uacute;de, incluindo moradia e combate &agrave; viol&ecirc;ncia institucional,,.<\/p>\n\n\n\n<p>Para apoiar o trabalho de campo, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de anunciou entregas robustas para as equipes:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>300 Unidades M&oacute;veis (vans):<\/strong> Ve&iacute;culos adaptados para garantir a itiner&acirc;ncia e privacidade do cuidado,.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Kits de Equipamentos:<\/strong> Mochilas contendo otosc&oacute;pios, estetosc&oacute;pios, esfigmoman&ocirc;metros, sonares e balan&ccedil;as para cada equipe.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Capacita&ccedil;&atilde;o:<\/strong> Um curso de aperfei&ccedil;oamento em parceria com a Fiocruz para formar 5 mil profissionais e lideran&ccedil;as sociais,.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Desafios no territ&oacute;rio<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Durante os debates, gestores municipais expressaram preocupa&ccedil;&otilde;es com a alta rotatividade e mobilidade da popula&ccedil;&atilde;o de rua, o que dificulta o acompanhamento longitudinal. Fl&aacute;vio &Aacute;lvares, representando o CONASEMS, enfatizou o estigma social como uma das maiores barreiras,. &ldquo;S&atilde;o pessoas que sofrem com muito estigma e diversas formas de viol&ecirc;ncia&rdquo;, afirmou. Afonso Abreu J&uacute;nior, do CONASS, complementou definindo as equipes de rua como a express&atilde;o mais potente do SUS: &ldquo;&Eacute; o SUS que vai ao encontro das pessoas&rdquo;.<\/p>\n\n\n\n<p>O semin&aacute;rio encerrou-se com a promessa de uma s&eacute;rie de 27 webin&aacute;rios estaduais entre fevereiro e mar&ccedil;o para sanar d&uacute;vidas t&eacute;cnicas e aprimorar as notas metodol&oacute;gicas antes da implementa&ccedil;&atilde;o definitiva das metas. O lema da OPAS, refor&ccedil;ado por Marcos Vin&iacute;cius Quito, deu o tom final ao evento: <strong>&ldquo;N&atilde;o deixar ningu&eacute;m para tr&aacute;s&rdquo;<\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Confira a cobertura do Semin&aacute;rio de Equidade na APS: saiba tudo sobre o Consult&oacute;rio na Rua, o Plano Ruas Vis&iacute;veis e os novos indicadores de qualidade do SUS.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1161,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"footnotes":""},"categories":[41],"tags":[],"class_list":["post-1160","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","generate-columns","tablet-grid-50","mobile-grid-100","grid-parent","grid-33"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/solidaritas.blog\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1160","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/solidaritas.blog\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/solidaritas.blog\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/solidaritas.blog\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/solidaritas.blog\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1160"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/solidaritas.blog\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1160\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2492,"href":"https:\/\/solidaritas.blog\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1160\/revisions\/2492"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/solidaritas.blog\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1161"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/solidaritas.blog\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1160"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/solidaritas.blog\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1160"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/solidaritas.blog\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1160"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}