{"id":940,"date":"2025-10-30T08:59:23","date_gmt":"2025-10-30T11:59:23","guid":{"rendered":"https:\/\/solidaritas.blog\/?p=940"},"modified":"2025-11-09T13:51:49","modified_gmt":"2025-11-09T16:51:49","slug":"desafios-estruturais-e-urgencias-do-plano-ruas-visiveis-vozes-da-rua-tensionam-politicas-publicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/solidaritas.blog\/pt_br\/desafios-estruturais-e-urgencias-do-plano-ruas-visiveis-vozes-da-rua-tensionam-politicas-publicas\/","title":{"rendered":"Desafios estruturais e urg\u00eancias do Plano Ruas Vis\u00edveis: vozes da rua tensionam pol\u00edticas p\u00fablicas"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-media-text is-stacked-on-mobile\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"819\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/solidaritas.blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/SEMINARIO-INTERNACIONAL-POPRUA-Dia-2-TARDE-819x1024.png\" alt=\"Banner do Semin&aacute;rio Internacional com informa&ccedil;&otilde;es sobre cuidados para pessoas em situa&ccedil;&atilde;o de rua.\" class=\"wp-image-904 size-full\" srcset=\"https:\/\/solidaritas.blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/SEMINARIO-INTERNACIONAL-POPRUA-Dia-2-TARDE-819x1024.png 819w, https:\/\/solidaritas.blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/SEMINARIO-INTERNACIONAL-POPRUA-Dia-2-TARDE-240x300.png 240w, https:\/\/solidaritas.blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/SEMINARIO-INTERNACIONAL-POPRUA-Dia-2-TARDE-768x960.png 768w, https:\/\/solidaritas.blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/SEMINARIO-INTERNACIONAL-POPRUA-Dia-2-TARDE-10x12.png 10w, https:\/\/solidaritas.blog\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/SEMINARIO-INTERNACIONAL-POPRUA-Dia-2-TARDE.png 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 819px) 100vw, 819px\"\/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p class=\"has-medium-font-size\">Foram dois dias intensos na Fiocruz Bras&iacute;lia (22 e 23 de outubro). Debates, experi&ecirc;ncias e vozes que mostraram por que cuidar &eacute; reconhecer. Aqui, voc&ecirc; acompanha uma s&eacute;rie de mat&eacute;rias exclusivas sobre o Semin&aacute;rio Internacional <em>Pessoas em situa&ccedil;&atilde;o de rua: cuidado integral e direitos j&aacute;<\/em>.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div style=\"height:100px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p>No Semin&aacute;rio Internacional sobre Popula&ccedil;&atilde;o de Rua: Cuidado Integral e Direitos J&aacute;, realizado na Fiocruz Bras&iacute;lia, nos dias 22 e 23 de outubro, quatro lideran&ccedil;as participaram. Janine Melo (MDHC), Maria Luiza Gama (MDHC), Sheila Costa Marcolino (CIAMP-Rua Nacional) e Laureci (Laura) Dias (CIAMP-Rua Nacional) expuseram as contradi&ccedil;&otilde;es, pot&ecirc;ncias e lacunas do Plano Ruas Vis&iacute;veis. Esta &eacute; a principal estrat&eacute;gia federal para enfrentar a viol&ecirc;ncia e a reprodu&ccedil;&atilde;o da vida nas ruas. O conjunto das falas evidenciou uma mesma fratura. A pol&iacute;tica existe no papel, mas ainda n&atilde;o est&aacute; enraizada na materialidade dos territ&oacute;rios. Sua capacidade de mudar o cotidiano de quem vive nas cal&ccedil;adas permanece limitada pela fraca articula&ccedil;&atilde;o federativa, baixa integra&ccedil;&atilde;o ministerial e aus&ecirc;ncia efetiva de participa&ccedil;&atilde;o social estruturante.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>&ldquo;Com a rua, e n&atilde;o para a rua&rdquo; a narrativa oficial e seus limites<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Maria Luiza Gama, diretora de Pol&iacute;ticas para a Popula&ccedil;&atilde;o em Situa&ccedil;&atilde;o de Rua do Minist&eacute;rio dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), contextualizou o arcabou&ccedil;o institucional que d&aacute; sustenta&ccedil;&atilde;o &agrave; pol&iacute;tica nacional. Resgatou o <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2007-2010\/2009\/decreto\/d7053.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"\">Decreto 7.053\/2009<\/a>, que criou o CIAMP-Rua, consolidou a pol&iacute;tica nacional e, sobretudo, definiu a popula&ccedil;&atilde;o de rua como grupo heterog&ecirc;neo: crian&ccedil;as, mulheres, pessoas egressas do sistema de justi&ccedil;a, LGBTQIA+, idosos, entre outros. Ao refor&ccedil;ar essa heterogeneidade, Malu frisou que n&atilde;o pode haver solu&ccedil;&atilde;o &uacute;nica, pois necessidades distintas exigem respostas distintas. Essa premissa &eacute; a base do discurso que seu departamento vem defendendo, pol&iacute;ticas &ldquo;com a rua, e n&atilde;o para a rua&rdquo;, reconhecendo as pessoas em situa&ccedil;&atilde;o de rua como sujeitos pol&iacute;ticos e n&atilde;o objetos de a&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n\n\n\n<p>A diretora detalhou a conjuntura que levou ao surgimento do <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/mdh\/pt-br\/navegue-por-temas\/populacao-em-situacao-de-rua\/publicacoes\/plano-nacional-ruas-visiveis.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"\">Plano Nacional Ruas Vis&iacute;veis<\/a> (2023). At&eacute; 2022, menos de 1% dos munic&iacute;pios e estados haviam aderido &agrave; pol&iacute;tica nacional. Diante do descumprimento constitucional, o STF interveio e definiu obriga&ccedil;&otilde;es &agrave; Uni&atilde;o, aos estados e aos munic&iacute;pios. &Agrave; Uni&atilde;o cabe coordenar, monitorar e propor plano de a&ccedil;&atilde;o; aos estados e munic&iacute;pios cabe implementar, comunicar e proibir remo&ccedil;&otilde;es for&ccedil;adas. O Plano, estruturado em sete eixos, envolve aportes pr&oacute;ximos a um bilh&atilde;o de reais. Entre suas inova&ccedil;&otilde;es, Malu destacou a implementa&ccedil;&atilde;o do programa Moradia Primeiro sob coordena&ccedil;&atilde;o federal, ruptura com a aus&ecirc;ncia hist&oacute;rica de pol&iacute;tica habitacional espec&iacute;fica em escala nacional para essa popula&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto estrat&eacute;gico da fala foi a tentativa de organizar a governan&ccedil;a federativa por meio do Integra PopRua, um question&aacute;rio com mais de 80 indicadores destinado a diagnosticar capacidades e fragilidades municipais. Esse instrumento orienta pactua&ccedil;&otilde;es entre governo federal e munic&iacute;pios, permitindo identificar prioridades por territ&oacute;rio. O mapa de ades&otilde;es, por&eacute;m, evidencia concentra&ccedil;&atilde;o no Sudeste e baixa presen&ccedil;a no Centro-Oeste, Norte e Nordeste, o que refor&ccedil;a desigualdades regionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Malu tamb&eacute;m apresentou o servi&ccedil;o Cidadania PopRua, rec&eacute;m-implantado em 21 munic&iacute;pios e no Distrito Federal, com equipes t&eacute;cnicas preparadas para atender casos de viola&ccedil;&otilde;es de direitos. Por fim, exp&ocirc;s problemas estruturais que impedem a pol&iacute;tica de avan&ccedil;ar: aus&ecirc;ncia de fluxo federativo claro, insufici&ecirc;ncia de financiamento continuado para SUS e SUAS, falta de prioridade habitacional permanente, aus&ecirc;ncia de regras nacionais sobre apreens&atilde;o de pertences durante a&ccedil;&otilde;es urbanas, inexist&ecirc;ncia de pol&iacute;tica de trabalho digno e falta de pol&iacute;ticas de preven&ccedil;&atilde;o &agrave; situa&ccedil;&atilde;o de rua. O diagn&oacute;stico &eacute; simples, embora nada trivial: sem intersetorialidade real, pactua&ccedil;&atilde;o federativa funcional e financiamento cont&iacute;nuo, a pol&iacute;tica nacional permanece fr&aacute;gil.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Articula&ccedil;&atilde;o prec&aacute;ria e or&ccedil;amento t&iacute;mido: apontamentos do controle social<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A conselheira Sheila Costa Marcolino, do CIAMP-Rua Nacional, retomou o panorama apresentado por Malu, mas construiu leitura cr&iacute;tica sobre sua implementa&ccedil;&atilde;o. Para Sheila, a pergunta feita durante o semin&aacute;rio, &ldquo;qual &eacute; a resposta efetiva do Ruas Vis&iacute;veis?&rdquo;, revela que estados e munic&iacute;pios ainda n&atilde;o se reconhecem como correspons&aacute;veis pela execu&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica. A aus&ecirc;ncia de pactua&ccedil;&atilde;o federativa s&oacute;lida impede avan&ccedil;os concretos.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Sheila, quando chegou ao CIAMP-Rua, a primeira vers&atilde;o do plano listava um conjunto de a&ccedil;&otilde;es que j&aacute; existiam antes da ADPF 976 (STF), mas que n&atilde;o haviam dado conta da complexidade da vida nas ruas. O problema n&atilde;o &eacute; a exist&ecirc;ncia dessas a&ccedil;&otilde;es, mas sua incorpora&ccedil;&atilde;o sem reformula&ccedil;&otilde;es estruturais e sem diretrizes robustas. Al&eacute;m disso, o or&ccedil;amento &eacute; t&iacute;mido diante da magnitude das demandas, o que limita o impacto das a&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n\n\n\n<p>A conselheira relatou ainda a baixa participa&ccedil;&atilde;o ministerial. Apesar de o plano envolver 14 minist&eacute;rios, apenas alguns comparecem de forma consistente, como Mulheres, Sa&uacute;de e Assist&ecirc;ncia Social. Outras pastas, particularmente Educa&ccedil;&atilde;o, demonstraram dificuldade para conceber a&ccedil;&otilde;es destinadas &agrave; popula&ccedil;&atilde;o em situa&ccedil;&atilde;o de rua, o que revela aus&ecirc;ncia de refer&ecirc;ncias e de compromisso cotidiano.<\/p>\n\n\n\n<p>Sheila destacou que o CIAMP-Rua apresentou ao governo federal uma vers&atilde;o comentada do plano, eixo por eixo, com indicativos e an&aacute;lises, buscando maior precis&atilde;o, prioridade e coer&ecirc;ncia pol&iacute;tica. No entanto, a lacuna federativa e a fragilidade interministerial seguem como obst&aacute;culos centrais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Plano imposto, exclus&otilde;es estruturantes e a defesa da pot&ecirc;ncia da rua<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A fala da conselheira Laureci (Laura) Dias, tamb&eacute;m do CIAMP-Rua, operou como contranarrativa, desta vez a partir da rua e de sua experi&ecirc;ncia encarnada. Mulher negra, sobrevivente de 20 anos de uso abusivo de &aacute;lcool, crack e coca&iacute;na, h&aacute; oito em abstin&ecirc;ncia, Laura narrou como se tornou militante, alcan&ccedil;ou assentos em &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos e assumiu a coordena&ccedil;&atilde;o da comiss&atilde;o de Mulheres, G&ecirc;neros e Ra&ccedil;as.<\/p>\n\n\n\n<p>Sua cr&iacute;tica principal &eacute; que o Ruas Vis&iacute;veis chegou pronto, sem participa&ccedil;&atilde;o efetiva, &ldquo;de cima para baixo&rdquo;, mantendo a l&oacute;gica hist&oacute;rica de deslegitima&ccedil;&atilde;o do conhecimento produzido pelas pr&oacute;prias pessoas em situa&ccedil;&atilde;o de rua. O movimento aceitou o lan&ccedil;amento apenas mediante acordo de que mudan&ccedil;as estruturais seriam discutidas posteriormente, processo que ainda ocorre.<\/p>\n\n\n\n<p>Laura refor&ccedil;ou o diagn&oacute;stico de Sheila: dos 14 minist&eacute;rios citados, apenas tr&ecirc;s participam de forma efetiva. Essa aus&ecirc;ncia revela descompromisso e refor&ccedil;a a percep&ccedil;&atilde;o de que, para parte do governo, a popula&ccedil;&atilde;o de rua segue sendo objeto de a&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o sujeito pol&iacute;tico. A conselheira exp&ocirc;s omiss&otilde;es graves do plano: mulheres, crian&ccedil;as e adolescentes n&atilde;o estavam inclu&iacute;das inicialmente. S&oacute; foram inseridas ap&oacute;s intensa mobiliza&ccedil;&atilde;o. Essa exclus&atilde;o, afirmou, &eacute; inadmiss&iacute;vel diante da especificidade das viol&ecirc;ncias enfrentadas por mulheres nas ruas, como estupros, retirada compuls&oacute;ria de filhos, falta de assist&ecirc;ncia psicol&oacute;gica, ciclos de revitimiza&ccedil;&atilde;o e abandono institucional.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro eixo de den&uacute;ncia foi a cota de 3% do Minha Casa, Minha Vida. Prefeitos e gestores locais resistem &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o da regra, burlam ades&otilde;es e seguem impunes. A penalidade atual, retirada de recursos, pune a popula&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o o gestor. Por isso, Laura exigiu puni&ccedil;&otilde;es exemplares por parte do Governo Federal e do Minist&eacute;rio P&uacute;blico.<\/p>\n\n\n\n<p>A secret&aacute;ria-executiva do Minist&eacute;rio dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello, reconheceu a qualidade do di&aacute;logo com o CIAMP-Rua e destacou o colegiado como uma das inst&acirc;ncias mais qualificadas de participa&ccedil;&atilde;o social no governo federal. Ela ressaltou que, ap&oacute;s anos de bloqueio institucional, o pa&iacute;s vive um processo de reconstru&ccedil;&atilde;o do di&aacute;logo. No entanto, o Executivo ainda enfrenta limita&ccedil;&otilde;es importantes para coordenar pol&iacute;ticas intersetoriais voltadas &agrave; popula&ccedil;&atilde;o em situa&ccedil;&atilde;o de rua, especialmente diante da complexidade de mais de 5,5 mil munic&iacute;pios. Janine afirmou que j&aacute; existe clareza sobre o que precisa ser feito, mas o avan&ccedil;o tem sido insuficiente frente &agrave; urg&ecirc;ncia, raz&atilde;o pela qual defende a reformula&ccedil;&atilde;o do Plano Ruas Vis&iacute;veis com valida&ccedil;&atilde;o direta do CIAMP e escuta da rua. Reconheceu limites or&ccedil;ament&aacute;rios, mas reiterou o compromisso do MDHC e de minist&eacute;rios parceiros em ajustar o plano e seguir avan&ccedil;ando.<\/p>\n\n\n\n<p>Laura tamb&eacute;m criticou a&ccedil;&otilde;es de zeladoria urbana que confiscam pertences sob justificativa de limpeza. Em seguida, reivindicou cotas em editais, confer&ecirc;ncias, cursos e universidades, denunciando que a popula&ccedil;&atilde;o de rua segue exclu&iacute;da at&eacute; mesmo de espa&ccedil;os participativos. Narrou hist&oacute;rias pessoais para demonstrar que a ida &agrave; rua &eacute;, muitas vezes, a &uacute;nica sa&iacute;da para escapar da viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica. Por fim, reafirmou a pot&ecirc;ncia pol&iacute;tica e humana da popula&ccedil;&atilde;o de rua, afirmando que h&aacute; vida ap&oacute;s o crack, h&aacute; forma&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica, h&aacute; trabalho e h&aacute; reconstru&ccedil;&atilde;o. O que falta &eacute; acesso a condi&ccedil;&otilde;es m&iacute;nimas, como banho, abrigo, roupas e documenta&ccedil;&atilde;o, para disputar vagas no mercado de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>A consolida&ccedil;&atilde;o das falas revela tr&ecirc;s camadas articuladas: o marco institucional apresentado por Malu, estruturado, legalmente definido, mas insuficientemente implementado; a cr&iacute;tica t&eacute;cnico-pol&iacute;tica de Sheila, que evidencia aus&ecirc;ncia federativa e interministerial, or&ccedil;amento fr&aacute;gil e plano pouco responsivo; e a den&uacute;ncia vivida por Laura, que exp&otilde;e pol&iacute;ticas impostas, exclus&otilde;es estruturais, viol&ecirc;ncia cotidiana, mas tamb&eacute;m pot&ecirc;ncia transformadora. <\/p>\n\n\n\n<p>Entre o desenho no papel e a transforma&ccedil;&atilde;o real, o abismo segue sendo a rua, ainda invis&iacute;vel para parte do Estado. As tr&ecirc;s falas convergem numa urg&ecirc;ncia inequ&iacute;voca: sem participa&ccedil;&atilde;o real das pessoas em situa&ccedil;&atilde;o de rua, pactua&ccedil;&atilde;o federativa funcional e responsabiliza&ccedil;&atilde;o concreta de gestores, o Plano Ruas Vis&iacute;veis n&atilde;o se torna pol&iacute;tica; torna-se apenas texto, n&atilde;o sai do papel.<\/p>\n\n\n\n<p>Legenda da foto: Da esquerda para a direita, Janine Mello, Laureci Dias, Sheila Marcolino e Maria Luiza Gama. <\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\">\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Leia tamb&eacute;m<\/h2>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\">Cobertura do dia 22 de outubro de 2025<\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\">\n<li><strong><a href=\"https:\/\/solidaritas.blog\/pt_br\/das-calcadas-as-politicas-de-estado-vozes-e-caminhos-por-um-cuidado-integral-a-populacao-em-situacao-de-rua-i\/\" title=\"\">Mesa de abertura<\/a><\/strong><\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\">\n<li><strong>Mesa redonda internacional: <\/strong><a href=\"https:\/\/solidaritas.blog\/pt_br\/seminario-cuidado-direitos-e-dignidade-caminhos-para-enfrentar-a-exclusao-nas-ruas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"\">Que mundo &eacute; esse? Realidades e possibilidades de transforma&ccedil;&atilde;o para prote&ccedil;&atilde;o social da popula&ccedil;&atilde;o em situa&ccedil;&atilde;o de rua<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Painel I <\/strong>: <a href=\"https:\/\/solidaritas.blog\/pt_br\/mortalidade-dados-e-urgencia-politica-poprua-no-centro-do-debate-na-fiocruz-brasilia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"\">N&atilde;o somos invis&iacute;veis: informa&ccedil;&otilde;es para as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Painel II<\/strong> : <a href=\"https:\/\/solidaritas.blog\/pt_br\/mulheres-em-situacao-de-rua-cuidado-integral-maternidade-e-protecao-social\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"\">Mulheres em situa&ccedil;&atilde;o de rua: cuidado integral, maternidade e prote&ccedil;&atilde;o social na perspectiva da equidade de g&ecirc;nero e ra&ccedil;a<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Trilhas convida<\/strong>: <a href=\"https:\/\/solidaritas.blog\/pt_br\/pe-julio-lancellotti-politicas-publicas-mantem-pobreza-e-sacrificam-populacao-de-rua\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"\">Pe. J&uacute;lio Lancellotti<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><s><strong>Painel III:<\/strong><\/s> <s>O direito &agrave; prote&ccedil;&atilde;o social e ao cuidado em sa&uacute;de no Brasil<\/s>.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\">Cobertura do dia 23 de outubro de 2025<\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\">\n<li><strong>Painel IV <\/strong>: <a href=\"https:\/\/solidaritas.blog\/pt_br\/morar-na-rua-nao-e-escolha-desafios-e-avancos-no-cuidado-a-populacao-em-situacao-de-rua\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"\">Experi&ecirc;ncias de cuidado I<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Painel V<\/strong>: <a href=\"https:\/\/solidaritas.blog\/pt_br\/moradia-cuidado-e-rede-estrategias-que-estao-mudando-o-enfrentamento-a-exclusao-social\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"\">Experi&ecirc;ncias de cuidado II<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Painel VI<\/strong>: <a href=\"https:\/\/solidaritas.blog\/pt_br\/justica-em-alerta-brasil-falha-em-garantir-direitos-basicos-a-populacao-em-situacao-de-rua\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" title=\"\">O papel da justi&ccedil;a na atua&ccedil;&atilde;o sobre a popula&ccedil;&atilde;o em situa&ccedil;&atilde;o de rua<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Mesa-redonda<\/strong>: <strong>Desafios e pot&ecirc;ncias do plano <em>Ruas Vis&iacute;veis<\/em> como estrat&eacute;gia de pol&iacute;tica p&uacute;blica &ndash; CIAMP\/RUA nacional<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Plano Ruas Vis&iacute;veis &eacute; criticado por falta de articula&ccedil;&atilde;o, or&ccedil;amento t&iacute;mido e aus&ecirc;ncia de participa&ccedil;&atilde;o real da popula&ccedil;&atilde;o de rua, segundo lideran&ccedil;as.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":943,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"footnotes":""},"categories":[41],"tags":[],"class_list":["post-940","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","generate-columns","tablet-grid-50","mobile-grid-100","grid-parent","grid-33"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/solidaritas.blog\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/940","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/solidaritas.blog\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/solidaritas.blog\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/solidaritas.blog\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/solidaritas.blog\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=940"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/solidaritas.blog\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/940\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":980,"href":"https:\/\/solidaritas.blog\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/940\/revisions\/980"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/solidaritas.blog\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/943"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/solidaritas.blog\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=940"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/solidaritas.blog\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=940"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/solidaritas.blog\/pt_br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=940"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}